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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sobre as férias e o cotidiano comum...

Estamos eu e um amigo na casa de praia deste meu amigo. Não há muito o que fazer. Era uma praia pouco movimentada. Sem mais, pegamos uma inchada e saímos rumo as dunas. Considerando o fato de carregarmos uma inchada nas costas estando em uma praia quase que deserta a mãe deste meu amigo pergunta:

- Aonde vocês estão indo com isso? Que vão fazer?

Eu então prontamente respondo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo:

- Ora, vamos caçar basiliscos, é lógico!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ao Fredo

Mal passavam das três horas da tarde quando ao acordar, ele resolveu sair da cama. Não porque tinha algum compromisso ou um objetivo específico qualquer, afinal, fome ele não tinha, e os dentes se auto-escovavam, ele achava. Calçou as meias que um dia foram brancas, o tênis que preto sempre fora, e sentou-se no sofá da sala. Viu o próprio reflexo na tela da TV, e se achou barbudo demais, mas não importava. Ainda assim, o tédio o fez levantar-se e ir de encontro ao banheiro. Espuma, espuma, lâmina, corta, corta. Fez só lado direito da face. "E se eu saísse assim?". O estômago roncou, e o homem com meia barba abriu a porta do armário da cozinha. "Miojo de novo não." Não obstante, três minutos depois (nominais), aquele miojo estaria sendo seu cafédamanhãlmoçodatarde. A louça pode ficar suja por mais um tempo. "Por quanto tempo eu consigo trancar a respiração?". Arfffffff, arf, arf, não muito. "E se o destino do mundo dependesse disso? Alguém diria 'Alfredo, a alavanca que desativa o lançamento dos mísseis nucleares fica lá embaixo d'água, você é o único que pode fazer isso!', e eu diria 'Não consigo!'. Bom, provavelmente não vai acontecer." Ficou curioso quanto ao horário, olhou pro relógio de pulso e leu 11 horas. Ficou surpreso por ser tão cedo, pensava ter dormido mais. Olhou novamente e viu o relógio parado, acabou a pilha há meses. Foi ao banheiro e surpeendeu-se com a meia barba, da qual já havia esquecido, e resolveu fazer o resto. Descuido estranho, a lâmina voou pela janela, e a barba continuou pela metade. "Droga." Tinha uma farmácia a umas duas quadras, e lá ele deveria ir. Colocou um sombrero que um amigo tinha trazido do México. "Se é pra sair que nem um louco, vamos fazer isso de maneira apropriada." No caminho, foi atropelado mas não se feriu.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sabedoria estelar, luzes e outros conflitos

Smokey Jones não nasceu no lugar onde hoje vive. Thursday Pink sim, mas é um tanto quanto deprimente quando você percebe que passou todas as suas primaveras num enorme pedaço de queijo. Digo, não exatamente TODAS, afinal, teve aquela excursão pra estação de esqui em Sigma Taurus. Mas como o restaurante da estação era especializado em queijos, a felicidade de Thursday não durou muito.
A história de Smokey Jones e Thursday Jim não tem nada de incomum. Smokey, jovem e cheio de sonhos, abandona seu árido planeta natal em busca de melhores oportunidades. Thursday, que desde que caiu do berço pela primeira vez sonha em conhecer o Universo (pelo menos o dele), imediatamente fez amizade com Smokey, admirado em ouvir suas histórias de aventuras pela galáxia. "Então, na Rota TX67, tinha um humano pilotando uma Porsche Skywalker vermelha linda, movida a biocombustível, cara, os humanos ainda usam isso! Peguei carona com ele por uns 3 anos-luz, até Last Vegas, que ele tinha ido curtir. Cara, que cidade doida!", dizia o jovem viajante, e Thursday mal podia esperar o dia em que faria sua própria viagem.
Numa quinta-feira chuvosa, Thursday foi atropelado e morreu.